Livros

Estes são alguns dos livros que têm sido publicados, traduzidos ou organizados pelos autores dos manuais A Arte de Pensar.

Do Ponto de Vista do Universo

Do Ponto de Vista do Universo, de Pedro Galvão

Ao problema de saber o que devemos fazer, a maior parte dos filósofos que se revêem na tradição consequencialista responderia simplesmente: maximizar o bem. Devemos fazer sempre aquilo que dê origem às melhores consequências, vistas as coisas de uma perspectiva estritamente imparcial e maximamente abrangente. Do Ponto de Vista do Universo é uma crítica a este género de teoria ética. Mas é também uma defesa de outra forma de consequencialismo, que toma os códigos morais (e não os actos particulares) como objectos a avaliar directamente pelo padrão da maximização do bem. O código moral ideal será aquele que, se colhesse uma aceitação social generalizada, resultaria no melhor estado de coisas. Este livro centra-se assim no debate que opõe consequencialistas dos actos a consequencialistas das regras. Além de apresentar e de discutir os argumentos que mais têm definido este debate, oferece argumentos originais tanto contra a primeira perspectiva como a favor da segunda.

A Lógica dos Verdadeiros Argumentos

A Lógica dos Verdadeiros Argumentos, de Alec Fisher

Com revisão de Desidério Murcho, este livro é uma contribuição para os escritos de um campo já bastante vasto e não pretende ser abrangente. No entanto, é única em vários aspectos. Por exemplo, o foco principal não é tanto o raciocínio do dia-a-dia, mas a argumentação teórica do tipo com que os estudantes de faculdade se deparam ao longo de suas jornadas. O livro analisa principalmente argumentos teóricos elaborados sobre o mundo natural, política e filosofia — um tipo de argumento que é complexo, relevante e difícil de enfrentar. (São Paulo: Editora Novo Conceito, 2008, 332 pp.)
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Santo Agostinho

Santo Agostinho, de Gareth B. Matthews

Com revisão de Desidério Murcho, este livro é um pequenos milagre. Não sendo Santo Agostinho um dos filósofos mais conhecidos do grande público, este poderia ser um livro reservado apenas a alguns. Mas o entusiasmo de Gareth Matthews, a segurança do seu conhecimento, a clareza da sua prosa e a constante integração das ideias de Santo Agostinho na discussão filosófica do passado e do presente fazem deste um livro que se lê com o entusiasmo de um romance de ideias. Este é o segundo volume da colecção "Blackwell Great Minds", e se o primeiro, dedicado a Kant, tiver apenas metade da qualidade deste, já é um livro imprescindível. (Lisboa: Edições 70, 2008, 244 pp.)
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Escritos sobre uma Vida Ética

Escritos sobre uma Vida Ética, de Peter Singer

Com tradução de Pedro Galvão, Maria Teresa Castanheira e Diogo Fernandes, Peter Singer apresenta neste livro uma recolha de artigos, capítulos de livros e uma entrevista, que visam esclarecer o leitor que só conhece o pensamento de Singer superficialmente. Publicado na sequência da imensa polémica que se seguiu à sua contratação pela Universidade de Princeton, este livro aborda os principais temas de reflexão de Singer: a eutanásia, a obrigação de ajudar os mais pobres, o sofrimento dos animais e o vegetarianismo ético. Sempre servido por uma escrita clara, organizada e fluente, este livro permite conhecer melhor o pensamento do autor sem ter de ler os seus diversos livros e artigos que constituem já uma pequena biblioteca de ética aplicada. (Lisboa: Dom Quixote, 2008, 359 pp.)
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O Que é a Arte?

O Que é a Arte?, de Nigel Warburton

Com tradução de Célia Teixeira e revisão científica de Desidério Murcho, Nigel Warburton apresenta neste pequeno livro, com a sua habitual clareza e precisão, as teorias filosóficas centrais sobre o problema da definição da arte. Aparentemente, todos sabemos o que é a arte; contudo, mal tentamos articular uma definição ou mesmo uma simples caracterização, enredamo-nos imediatamente em dificuldades. Será a arte fundamentalmente expressão de emoções ou vivências? Ou será sobretudo uma linguagem, uma forma significante? Poderá a arte ser realmente definida, ou será um conceito aberto insusceptível de ser definida? Estas e outras questões são estudadas de forma descontraída mas precisa neste pequeno livro. Recorrendo fortemente à história da arte, da qual retira vários exemplos importantes para ilustrar a discussão, Warburton apresenta neste pequeno livro uma introdução lúcida a um tema central da filosofia da arte e da estética. (Lisboa: Bizâncio, 2007, 186 pp.) Mais informação...

Terrorismo, Direitos Humanos e a Apologia do Governo Mundial

Terrorismo, Direitos Humanos e a Apologia do Governo Mundial, de Louis P. Pojman

Com tradução de Célia Teixeira e revisão científica de Desidério Murcho, esta é uma obra que defende que a globalização implica a necessidade de uma maior cooperação à escala mundial baseada em legislação internacional eficaz. A melhor forma de fazer cumprir as promessas da globalização é criar um governo mundial. Numa prosa clara, Pojman começa por nos expor as ameaças do terrorismo internacional, de que ninguém está livre, comparando-o com as antigas formas de terrorismo essencialmente direccionadas para alvos específicos, examinando, ao mesmo tempo, os vícios e virtudes do nacionalismo. Por fim, defende que leis internacionais eficazes, que combatam o terrorismo e promovam a paz, exigem um «nacionalismo moderado» o qual, em última instância, será compatível com um governo mundial. Pojman conclui com uma nota positiva e defende uma vez mais que, com as estratégias que propõe, será possível derrotar o terrorismo internacional. (Lisboa: Bizâncio, 2007, 176 pp.) Mais informação...

O Que é a Arte?

O Que é a Arte? A Perspectiva Analítica, org. de Carmo D'Orey

Com tradução de Vítor Silva e Desidério Murcho, e revisão de Maria José Figueiredo, esta é uma colectânea fundamental, que reúne artigos de alguns dos mais importantes filósofos da arte contemporâneos: A Hipótese Estética (Clive Bell), A Atitude Estética (Jerome Stolnitz), O Papel da Teoria na Estética (Morris Weitz), O Mundo da Arte (Arthur C. Danto), O Que é a Arte? (George Dickie) e Quando há Arte? (Nelson Goodman). O volume é antecedido por uma informativa Introdução da organizadora, Carmo D'Orey (doutora em filosofia e especialista em filosofia da arte). (Lisboa: Dinalivro, 2007, 138 pp.) Mais informações... Como se faz um Filósofo

Como se faz um Filósofo, de Colin McGinn

Com tradução de Célia Teixeira e revisão científica de Desidério Murcho, esta obra acompanha o percurso de Colin McGinn, filho e neto de mineiros, originário de Blackpool; na infância, o melhor que poderia aspirar seria a uma carreira na construção civil ou como baterista num grupo de rock. Porém, durante a adolescência descobre Descartes e apaixona-se pela filosofia. Sendo o primeiro da sua família a ingressar na universidade, a escolha da filosofia não era a mais óbvia ou a mais bem aceite e assim começa pela psicologia. Posteriormente decide-se em definitivo por aquela, tendo de enfrentar a perplexidade dos pais e da família. O que faz um filósofo? Como vive? De que se sustenta? (Lisboa: Bizâncio, 2007, 252 pp.) Mais informações...

Elementos Básicos de Filosofia

Elementos Básicos de Filosofia, de Nigel Warburton

Com tradução de Desidério Murcho e Aires Almeida está já à venda a segunda edição, revista e aumentada, desta introdução elementar à filosofia. Numa linguagem clara, precisa e despretensiosa, esta obra introduz de forma estimulante os seus leitores no mundo fascinante da filosofia. Cada capítulo aborda uma disciplina filosófica, da ética à filosofia da ciência, passando pela filosofia da religião e pela epistemologia, pela filosofia política, pela filosofia da mente e pela filosofia da arte. Questões como a natureza da própria filosofia, a existência de Deus, a vida após a morte, a liberdade de expressão, a distinção entre corpo e mente, a natureza da ciência, a definição da arte, entre outras, são aqui apresentadas de forma bastante apelativa e discutidas criticamente. Nesta segunda edição portuguesa (quarta edição inglesa), Warburton acrescentou secções em vários capítulos, reviu outros e actualizou a lista de leituras complementares. Se alguma vez quis saber se o mundo é realmente como pensa que é, então este é o livro indicado para si. (Lisboa: Gradiva, 2007, 284 pp.) Mais informação...

Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos

Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos, org. de João Branquinho, Desidério Murcho e Nelson Gomes

Esta enciclopédia abrange, de maneira introdutória mas desejavelmente rigorosa, uma diversidade de conceitos, temas, problemas, argumentos e teorias localizados na área relativamente recente de "estudos lógico-filosóficos". O território teórico abrangido nesta área é extenso e de contornos por vezes difusos; inclui um conjunto de questões fundamentais acerca da natureza da linguagem, da mente, da cognição e do raciocínio, bem como questões acerca das conexões destes com a realidade não mental e extralinguística. Por um lado, estes estudos são filosóficos em virtude do elevado grau de generalidade e abstracção das questões examinadas (entre outras coisas); por outro, são lógicos em virtude de serem logicamente disciplinados, no sentido de se fazer um uso intenso de conceitos, técnicas e métodos provenientes da lógica. (São Paulo: Martins Fontes, 2006, 8803 pp.) Mais informação...

Análises

Análises: Actas do 2.º Encontro Nacional de Filosofia Analítica, org. de Sofia Miguens, João Alberto Pinto e Carlos E. E. Mauro

Incluindo ensaios de Célia Teixeira, Desidério Murcho e Pedro Galvão, o presente volume resulta do 2.º Encontro Nacional de Filosofia Analítica (ENFA2). O ENFA2 teve lugar no Porto, na Faculdade de Letras, entre 7 e 9 de Outubro de 2004. Foi um objectivo importante do encontro incentivar e fortalecer a colaboração entre universidades portuguesas onde existe ensino da Filosofia e a tradição analítica tem alguma expressão. A organização deste encontro teve como modelo os encontros das sociedades espanhola (SEFA) e italiana (SIFA) de filosofia analítica. O ENFA2 realizou-se sob os auspícios da ESAP (European Society for Analytic Philosophy), cujo presidente era então um português, o Prof. João Branquinho. (Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2006, 378 pp.) Mais informação...

Pensar Outra Vez

Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade, de Desidério Murcho

Em Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade o leitor é convidado a visitar alguns problemas centrais de diferentes disciplinas da filosofia. Incluindo temas como o sentido da vida, o cepticismo sobre o mundo exterior, a natureza da ciência, a importância da crítica e da argumentação para a democracia, o vegetarianismo e a protecção dos animais não humanos, assim como o legado de Bertrand Russell e a natureza do tempo, trata-se de uma leitura fascinante para o grande público, sendo também esclarecedora para professores e estudantes. (Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2006, 197 pp.) Mais informações...

Sobre a Liberdade

Sobre a Liberdade, de John Stuart Mill

Com revisão de Desidério Murcho e tradução, introdução e notas de Pedro Madeira, esta obra apresenta a defesa clássica da posição de que o estado deve evitar ao máximo interferir na vida das pessoas, e foi muito influente tanto na filosofia política do século XX, como na própria política. O seu objectivo fundamental é asseverar o princípio do dano, de acordo com o qual o estado só está justificado em interferir na vida das pessoas para evitar que se cause dano a outras. Sobre a Liberdade apresenta também aquela que é provavelmente a mais poderosa defesa alguma vez feita da liberdade de expressão — defesa que pode ser aceite independentemente de se aceitar ou não a posição geral de Mill. (Lisboa: Edições 70, 2006, 195 pp.) Mais informação...

Textos e Problemas de Filosofia

Textos e Problemas de Filosofia, org. de Aires Almeida e Desidério Murcho

Este livro apresenta excertos das doze obras de referência das "Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia", assim como quarenta e um textos opcionais, abrangendo o Programa do 10.º e do 11.º anos. Cada secção do Programa é abordada partindo de um problema explicitamente formulado e brevemente explicado. Os textos escolhidos são respostas a estes problemas. Os textos abrangem a filosofia antiga, medieval, moderna e contemporânea, e tanto incluem filósofos e pensadores muito estudados como outros menos estudados, apesar de inegavelmente centrais. Alguns textos — de Sexto Empírico, Tolstoi, Bentham, Moore, Ayer, Nozick e Dickie, entre outros — foram traduzidos especialmente para este volume. Todos os textos são complementados com tarefas de contextualização, interpretação e discussão. Indicam-se ainda leituras complementares e recursos na Internet, assim como temas para redigir ensaios. (Lisboa: Plátano, 2006, 256 pp.) Mais informação...

Linguagens da Arte

Linguagens da Arte: Uma Abordagem a uma Teoria dos Símbolos, de Nelson Goodman

Com tradução de Vítor Moura e Desidério Murcho e introdução de Aires Almeida, esta é uma obra fundamental da estética do séc. XX. Originalmente publicada em 1968, tornou-se rapidamente um "clássico moderno" da estética filosófica, motivando inclusivamente o desenvolvimento exponencial que a disciplina tem conhecido desde então. Sem abandonar os seus pressupostos a-realistas e nominalistas, Nelson Goodman, aborda de forma profunda e estimulante vários problemas centrais da filosofia da arte. (Lisboa: Gradiva, 2006, 288 pp.) Mais informação...

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia, de Pedro Galvão

Este livro é um instrumento de preparação para o exame nacional de Filosofia do 11.º ano e foi elaborado tendo em conta os conteúdos indicados pelo Programa da disciplina e, também, pelas Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia (OLPF). Após um primeiro capítulo com informações e recomendações para uma boa organização do estudo, o livro está dividido em Conteúdos do Programa e das OLPF, Preparação para o exame e Questões propostas. (Porto: Porto Editora, 2006, 160 pp.) Filosofia na Universidade

Filosofia na Universidade, org. de Adriana Mattar Maamari, António Tadeu Campos de Bairros e José Fernandes Weber

Contendo um ensaio de Desidério Murcho, este volume reúne as comunicações do I Congresso Internacional sobre Filosofia na Universidade ocorrido na Universidade de Londrina (Brasil, 12 de Maio de 2006). O tema da filosofia e do seu ensino vem adquirindo cada vez mais um lugar de destaque no mundo educativo brasileiro e internacional. Voltada ao enfoque mais específico de pensar a condição da filosofia na universidade, este volume apresenta diversas contribuições de professores e investigadores que se têm dedicado ao assunto. (Ijuí, RS: Unijuí, 2006)

Para a Renovação do Ensino da Filosofia

Para a Renovação do Ensino da Filosofia, org. por António Paulo Costa

Os Encontros de Caparide são espaços de reflexão sobre as grandes questões didácticas de cada área curricular. Apoiados logisticamente pelo Ministério da Educação, os Encontros de Caparide da área da Filosofia têm em vista possibilitar a discussão serena e atempada das bases de um futuro programa da disciplina no Ensino Secundário. O presente volume de actas reúne quinze das dezoito comunicações apresentadas nos primeiros Encontros de Caparide da área de Filosofia, intitulados Para a Renovação do Ensino da Filosofia. Autores: Gérard Malkassian, António Paulo Costa, Teresa Castanheira, Desidério Murcho, Pedro Almeida, Célia Teixeira, Teresa Ximenez, Paulo Ruas, António Zilhão, António Lopes, Pedro Galvão, Ricardo Santos, Luís Rodrigues, Luísa Couto Soares, André Barata e Aires Almeida. (Lisboa: Plátano, 2006, 132 pp.) Excerto...

Obras Sobre Religião

Obras sobre Religião, de David Hume

Com tradução de Francisco Marreiros e Pedro Galvão, estas são as duas obras clássicas de Hume sobre a religião: os Diálogos Sobre a Religião Natural (1779) e a História Natural da Religião (1757). Esta última é uma obra de menor interesse filosófico, mas de inegável interesse histórico, nomeadamente para os estudos religiosos. Trata-se de um dos primeiros estudos de religião comparada, estudo que se tornaria mais tarde muitíssimo popular. Nesta obra, Hume desenvolve o seu poder de observação e análise de pendor naturalista, comparando várias religiões, na altura documentadas, e procurando avaliar os seus pontos fortes e fracos. Lido conjuntamente com os Diálogos, esta obra oferece uma compreensão aprofundada das posições de Hume sobre a religião — posições que infelizmente nunca exprimiu com toda a frontalidade, para não afrontar aqueles que a ele o afrontaram. (Lisboa: Gulbenkian, 2005, 242 pp.)

Como Havemos de Viver?

Como Havemos de Viver? A Ética numa Época de Individualismo, de Peter Singer

Nesta nova colecção da Dinalivro dirigida por Pedro Galvão apresenta-se uma obra de filosofia contemporânea que mostra bem a sua relevância para a vida prática. Qual é o sentido da vida? Muitas vezes, pessoas com sucesso económico e profissional, sentem que têm uma vida vazia. Nesta época de individualismo, que tipo de vida pode ser verdadeiramente compensadora? Que tipo de vida pode ter sentido? Peter Singer oferece uma resposta neste livro, que poderá parecer insípida ao leitor moderno: uma vida ética, uma vida descentrada, pode reconquistar o sentido. Peter Singer recupera assim a sabedoria grega, que defendia este ponto de vista, mas aplica-a aos nossos dias. (Lisboa: Dinalivro, 2005, 424 pp.) Mais informação...

A Ética do Aborto

A Ética do Aborto, org. por Pedro Galvão

Com tradução e introdução de Pedro Galvão, esta é uma antologia fundamental de ética aplicada. Será que abortar um feto humano é como assassinar um de nós? Este é o problema ético do aborto e é nele que incidem os seis ensaios aqui reunidos. Três dos autores defendem uma posição pró-escolha; os outros três defendem a posição pró-vida. Este livro proporciona assim uma introdução aos aspectos centrais do debate do aborto, dando a conhecer os melhores argumentos que cada uma das partes tem para oferecer. Autores: Judith Thomson, Stephen D. Schwarz, Michael Tooley, Harry Gensler, Don Marquis e David Boonin. (Lisboa: Dinalivro, 2005, 199 pp.) Mais informação...

Utilitarismo, de John Stuart Mill

Utilitarismo, de John Stuart Mill

Com tradução, introdução e notas de Pedro Galvão, esta é uma edição cuidada do clássico de filosofia moral do séc. XIX. Qual é o critério que permite distinguir uma acção moralmente boa de uma acção má? Em que princípio se fundamenta a moral? O fundamento da moralidade é o princípio da utilidade responde J. S. Mill, nesta obra, afirmando que a moral se funda nas consequências da acção e não no conceito de justiça; o valor moral da acção não está nem na intenção do agente nem no cumprimento do dever mas tão só na utilidade dessa acção e uma acção para ser boa deve promover a felicidade do maior número. As notas e introdução desta edição foram especialmente concebidas para ajudar estudantes e professores. (Porto: Porto Editora, 2005, 128 pp.)

Utilitarismo, de John Stuart Mill

Utilitarismo, de John Stuart Mill

Sob a direcção de Desidério Murcho, esta é uma edição cuidada e única deste clássico da filosofia moral do séc. XIX, com tradução de F. J. Azevedo Gonçalves e introdução, notas, cronologia e revisão científica de Pedro Madeira. O utilitarismo é uma teoria naturalista sobre os fundamentos da moralidade. Defende que o prazer ou a felicidade é o único fim último da acção, e que a acção moral tem de procurar maximizar, imparcialmente, a felicidade de todos. O utilitarismo é a teoria rival das éticas deontológicas, como a de Kant, e das teorias contratualistas, como as de Locke, Hobbes e Rousseau. As notas e introdução desta edição foram especialmente concebidas para ajudar estudantes e professores. (Lisboa: Gradiva, 2005, 152 pp.) Mais informação...

Linguagem, Mente e Acção

Linguagem, Mente e Acção, org. de Adriana Silva Graça

Incluindo ensaios de Célia Teixeira e Desidério Murcho, o presente volume contém os ensaios que serviram de base às comunicações apresentadas no Seminário de Filosofia Analítica durante o ano académico de 2002-3. Os tópicos e problemas filosóficos discutidos ao longo do volume são de natureza bastante variada e incluem os seguintes: a relação entre a democracia e o argumento; os diversos tipos de modalidade; o analítico e o a priori; a bivalência e a vagueza; a relação entre os estados mentais e os estados físicos do cérebro; a natureza do significado e do conteúdo semântico; a semântica e a pragmática das frases condicionais; a semântica e a pragmática das descrições definidas singulares; a relação entre o significado e a verdade. Estes tópicos deixam-se subsumir num tema mais geral, o tema das conexões múltiplas entre a linguagem, a mente e a acção. (Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2004, 197 pp.) Mais informação...

Sabedoria Sem Respostas

Sabedoria sem Respostas: Uma Breve Introdução à Filosofia, de Daniel Kolak e Raymond Martin

Com tradução de Célia Teixeira, esta obra apresenta a filosofia aos estudantes, assim como ao público em geral, de um modo criativo e original. Ao longo dos capítulos, os autores argumentam e contra-argumentam intensivamente. Não se trata de apresentar dogmaticamente, por exemplo, o problema do livre-arbítrio; trata-se de tornar este problema vivo e real, enfrentando os primeiros argumentos intuitivos que procuram afastar o problema apresentando respostas inadequadas. Deste modo, os autores combatem efectivamente o cepticismo ingénuo quanto à filosofia, de que sofrem infelizmente muitos cientistas e — surpreendentemente — muitos professores de filosofia. Este cepticismo é a ideia de que a filosofia é um artificialismo histórico e não uma forma de enfrentar problemas urgentes e vivos. (Lisboa: Temas e Debates, 2004, 219 pp.) Mais informação...

Introdução à Filosofia Política

Introdução à Filosofia Política, de Jonathan Wolff

Com revisão científica de Desidério Murcho, esta obra é do máximo interesse para todas as pessoas que procuram compreender melhor os grandes problemas da filosofia política clássica, da antiguidade grega aos nossos dias. Especialmente adequada aos estudantes de Filosofia, Direito, Economia, Sociologia, Ciência Política e Relações Internacionais é contudo, pela sua clareza e apresentação directa e simples, um livro que qualquer cidadão deve ler e discutir. (Lisboa: Gradiva, 2004, 312 pp.) Mais informação...

Um Só Mundo

Um Só Mundo: A Ética da Globalização, de Peter Singer

Com revisão científica de Desidério Murcho, esta obra coloca um desafio ousado às perspectivas limitadas e nacionalistas dos definidores de políticas, dos políticos e dos líderes dos Estados Unidos e de outros países. Peter Singer apresenta pormenorizadamente uma forma prática de considerar as questões mundiais contemporâneas sob o prisma da ética. O livro trata quatro grandes questões mundiais: as alterações climáticas, o papel da Organização Mundial do Comércio, os direitos humanos e a intervenção com fins humanitários, e a ajuda externa. Singer aborda cada uma destas questões fundamentais de uma perspectiva ética e apresenta alternativas à abordagem estadocêntrica que caracteriza actualmente a teoria e as relações internacionais. (Lisboa: Gradiva, 2004, 284 pp.) Mais informação...

Razão Mínima

Razão Mínima, org. de Luiz Paulo Rouanet e Waldomiro J. Silva Filho

Incluindo um ensaio de Desidério Murcho, esta obra reúne dez ensaios que promovem uma ampla discussão sobre os caminhos da filosofia no mundo contemporâneo, a partir da distinção entre o racional e o razoável. Autores importantes como Kant, Hume, Marx, Popper, Peirce, Wittgenstein, Feyerabend, Davidson, entre outros, são comentados com rigor e sentido crítico por especialistas de diversas universidades. Através da revisão de grandes questões filosóficas, tais como ceticismo, epistemologia, semiótica, lógica, ética, interpretação, realismo, etc., este livro indica novos rumos para uma razão pós-metafísica, tendo como pano de fundo o problema da verdade. (São Paulo: Unimarco, 2004, 206 pp.) Mais informação...

Elementos de Filosofia Moral

Elementos de Filosofia Moral, de James Rachels

Com revisão científica de Desidério Murcho, está finalmente disponível em português uma das melhores introduções à filosofia moral. Abordando os temas centrais desta disciplina de forma clara e despretensiosa, o autor guia-nos com segurança pelos labirintos fascinantes de problemas, teorias e argumentos relacionados com o modo como devemos viver a vida. Um dos aspectos mais inovadores da obra é a integração de diversos problemas de ética aplicada, como a eutanásia ou os direitos dos animais, para ilustrar os problemas e teorias estudados. O leitor compreende assim a pertinência das teorias de Kant, Hobbes, Mill, Hume, Aristóteles, Anscombe e tantos outros dos filósofos estudados. (Lisboa: Gradiva, 2004, 316 pp.) Mais informação...

1.º Encontro Nacional de Filosofia Analítica

1.º Encontro Nacional de Filosofia Analítica, org. de Henrique Jales Ribeiro

Incluindo ensaios de Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho e Pedro Galvão, esta obra reúne as comunicações do ENFA 1, encontro organizado pela Unidade I&D "Linguagem, Interpretação e Filosofia", da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). O ENFA congregou pela primeira vez a nível nacional uma parte numerosa e significativa de todos aqueles que em Portugal trabalham na tradição analítica em filosofia ou se interessam pelo seu estudo e divulgação. Entre os participantes que apresentaram comunicações incluem-se docentes das diferentes universidades portuguesas (públicas e privadas) quer na área filosófica quer na da matemática e informática, jovens investigadores bolseiros da FCT que preparam teses de doutoramento no nosso país e/ou no estrangeiro, e docentes do Ensino Secundário envolvidos em projectos de investigação similares. (Coimbra: Faculdade de Letras, 2003, 329 pp.) Mais informação...

O Significado das Coisas

O Significado das Coisas, de A. C. Grayling

Com revisão científica de Desidério Murcho, esta é uma obra de filosofia aplicada à vida, plena de significado e elegância. A. C. Grayling oferece ao leitor trilhos de sabedoria que se tornaram raros a partir da Antiguidade Grega. O filósofo como pensador que reflecte sobre os significados das coisas e da vida e nos alarga horizontes e aprofunda a compreensão de nós e do mundo tornou-se uma figura rara. Nesta obra plena de serenidade e bonomia, o autor mostra que a filosofia aplicada à vida dá um novo sentido à existência civilizada, lúcida e reflectida. Recolhendo máximas de sabedoria das mais diversas fontes, explicando o seu significado ou contestando a sua verdade, o autor condensa nesta obra milénios de sabedoria actualizada para fazer frente ao mundo moderno. Quer concordemos quer discordemos do autor, esta obra dá que pensar e — mais importante ainda — mostra como pensar com lucidez e sem dogmas. (Lisboa: Gradiva, 2003, 244 pp.) Mais informação...

Dicionário Escolar de Filosofia

Dicionário Escolar de Filosofia, org. por Aires Almeida

Este é um dicionário único e inovador, pois foi concebido a pensar nos estudantes de filosofia e no tipo de dificuldades que costumam enfrentar. As mais de quatrocentas entradas foram seleccionadas em função dos tópicos do programa de filosofia do secundário, assim como em função das necessidades de qualquer jovem que desperta pela primeira vez para a filosofia. Sem prescindir do rigor, a linguagem é acessível a estudantes. Os artigos são geralmente curtos, directos e informativos. Incluem-se sugestões bibliográficas apenas em língua portuguesa e de carácter introdutório. Os artigos mais extensos apresentam um mapa geral dos problemas, teorias e argumentos centrais das disciplinas filosóficas tradicionais, como a metafísica, a epistemologia, a ética, a lógica, a estética, etc. Autores: Aires Almeida, Álvaro Nunes, António Paulo Costa, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Júlio Sameiro, Luís Rodrigues, Pedro Galvão e Pedro Santos. (Lisboa: Plátano, 2003, 148 pp.)

Renovar o Ensino da Filosofia

Renovar o Ensino da Filosofia, org. por Desidério Murcho

Os programas de Filosofia do ensino secundário são insatisfatórios a vários níveis e a ameaça de extinção da disciplina é constante. Num espírito construtivo e aberto, empreende-se neste livro uma análise pormenorizada dos programas oficiais, apontando deficiências e o modo de as superar, e propõe um programa que dignifica a disciplina, está atento ao que de melhor se faz no mundo e coloca o estudante em contacto com a tradição, fazendo da Filosofia «o lugar crítico da razão». (Lisboa: Gradiva, 2003, 164 pp.)

O Lugar da Lógica na Filosofia

O Lugar da Lógica na Filosofia, de Desidério Murcho

Esta obra desfaz confusões sobre a lógica e o seu ensino, estando vocacionada igualmente para o ensino secundário e superior. Além de explicar de forma simples a natureza da lógica e os seus diversos aspectos, sublinha ainda o seu papel na filosofia e como este papel se pode alcançar no ensino. Apresenta a lógica como um estudo crítico e criativo, e não como uma mera manipulação acrítica de símbolos. Elaborada no âmbito da intervenção do CEF-SPF no ensino da filosofia, é uma contribuição para o correcto ensino e compreensão da lógica. (Lisboa: Plátano, 2003, 167 pp.) Mais informação...

Essencialismo Naturalizado

Essencialismo Naturalizado: Aspectos da Metafísica da Modalidade, de Desidério Murcho

Intuitivamente, Sócrates não poderia ter sido um chinelo de quarto. Todavia, as doutrinas empiristas com origem em Hume declaram que essa intuição está errada, dado que a frase «Sócrates poderia ter sido um chinelo de quarto» não é uma contradição lógica. O desafio que esta posição de Hume representa para a filosofia é tal que motivou Kant a escrever a Crítica da Razão Pura, tentando mostrar que, apesar dos argumentos de Hume, as leis científicas poderiam ser necessárias. Hoje, contudo, filósofos como Plantinga, Kripke e Putnam apresentam uma alternativa viável ao idealismo de Kant — uma alternativa realista. É essa alternativa que é defendida neste livro. (Coimbra: Angelus Novus, 2002, 104 pp.) Mais informação...

Ensaios Morais, Políticos e Literários

Ensaios Morais, Políticos e Literários, de David Hume

Com tradução de Pedro Galvão et al., esta obra, originalmente publicada em 1748, reúne um conjunto de ensaios de David Hume que exibem a sua diversidade de interesses intelectuais. Alguns dos ensaios tornaram-se pequenos clássicos em si mesmos, tendo sido muito discutidos desde que foram publicados, e sendo ainda hoje objecto de intensa discussão filosófica. (Lisboa: INCM, 2002, 480 pp.)

Lógica

Lógica, de Graham Priest

Com tradução de Célia Teixeira, este livro desfaz vários equívocos sobre a lógica, é rigoroso e correcto, é estimulante e faz pensar. Não ensina lógica — mas não era esse o objectivo. O objectivo é oferecer ao leitor uma panorâmica geral da disciplina da lógica — que tipo de coisas se estuda em lógica? Ao fazê-lo, o autor apresenta uma disciplina viva, que está em desenvolvimento — e não, como infelizmente se pensa por vezes em Portugal, uma disciplina que acabou com Aristóteles e a sua silogística. A teoria lógica de Aristóteles foi um feito extraordinário; mas é uma teoria errada em aspectos fundamentais, pelo que hoje tem um interesse meramente histórico: não é útil para compreender o que é a lógica, não é útil para resolver o tipo de problemas que se procura resolver com a lógica e também não é útil como instrumento filosófico ou no dia-a-dia. Só a ignorância permite que o Ministério sancione o ensino da lógica aristotélica como uma opção, a par da lógica moderna. (Lisboa: Temas e Debates, 2002, 138 pp.) Mais informação...

A Natureza da Filosofia e o seu Ensino

A Natureza da Filosofia e o seu Ensino, de Desidério Murcho

O ensino da filosofia tem sofrido de uma incompreensão fundamental da natureza da própria filosofia. Por um lado, afirma-se que a filosofia é «o lugar crítico da razão»; mas a prática real do ensino e do estudo da filosofia consiste em repetir fórmulas gastas. Este livro oferece a professores e estudantes elementos estruturantes para que o ensino e o estudo da filosofia possa fazer jus à verdadeira natureza da filosofia. Fruto do trabalho do autor no Centro para o Ensino da Filosofia da Sociedade Portuguesa de Filosofia, é imprescindível para professores e estudantes de filosofia que querem fazer da filosofia o que ela deve ser: um estudo vivo e estimulante, criativo e crítico. Com este livro, compreende-se o que é filosofar e como isso se ensina. (Lisboa: Plátano, 2002, 103 pp.) Mais informação...

Pense

Pense: Uma Introdução à Filosofia, de Simon Blackburn

Com tradução de Célia Teixeira, Desidério Murcho et al. e revisão científica de Pedro Santos e Desidério Murcho, esta é uma obra para quem quer pensar sobre as grandes questões. Escrita num estilo despretensioso e claro, é um best-seller que nos cativa, intriga e faz pensar, devolvendo à filosofia a discussão inteligente, clara e estimulante de ideias. Leitura essencial para qualquer cidadão que queira compreender melhor o universo em que se encontra e o seu lugar nele, é uma obra fundamental para a tão necessária renovação do ensino da filosofia em Portugal. (Lisboa: Gradiva, 2001, 320 pp.) Mais informação...

Ética Prática

Ética Prática, de Peter Singer

Com revisão científica de Cristina Beckert e Desidério Murcho, esta obra — clara, informada e muito bem argumentada — enfrenta alguns dos grandes desafios éticos do nosso tempo. Trata-se dos desafios éticos impostos pela fome no mundo, pelo equilíbrio ecológico do planeta, pela exigência de igualdade e pela moderna ciência médica, entre outros. Que posições poderemos defender com respeito à eutanásia e ao aborto? E relativamente aos refugiados e à ajuda internacional aos países do Terceiro Mundo? E quanto aos animais? Teremos o direito de os fazer sofrer só para satisfazer o nosso prazer? Que desafios nos levanta uma sociedade verdadeiramente igualitária? (Lisboa: Gradiva, 2000, 411 pp.) Mais informações...

História Concisa da Filosofia Ocidental

História Concisa da Filosofia Ocidental, de Anthony Kenny

Com tradução de Desidério Murcho et al. e revisão científica de Desidério Murcho, esta obra procura esclarecer os argumentos que conduziram os grandes pensadores e filósofos, de Pitágoras a Wittgenstein, às posições que defenderam. É assim que, sem esquecer o contexto histórico, esta obra permite ao leitor tomar o gosto pela actividade própria da filosofia: apreciar a subtileza de doutrinas, a correcção de argumentos, a pertinência de problemas. É dada também especial atenção a alguns períodos e escolas normalmente ignorados nas histórias da filosofia até aqui disponíveis. Uma obra fundamental, que vem preencher uma grande lacuna no panorama editorial nacional. (Temas & Debates, Outubro 1999, 460 pp.) Mais informação...

A Última Palavra

A Última Palavra, de Thomas Nagel

Com tradução de Desidério Murcho, esta é uma obra é uma discussão sofisticada do relativismo. O relativismo pretende ser a última palavra no que respeita à justificação de todas as nossas crenças e perspectivas, afirmando não só que são todas fruto de contingências históricas, sociais e biológicas, mas que só são encaradas como verdadeiras por motivos, também eles, contingentes. Os valores perdem-se numa diversidade em que tudo é aceitável porque tudo tem uma justificação histórica, social ou biológica e porque esse género de justificação é o único que existe. Mas poderá o relativismo ser realmente a última palavra nesta matéria? Thomas Nagel procura mostrar que o relativismo não pode ter a última palavra — o relativismo tem de ser discutido como uma proposta entre outras, em vez de ser acriticamente aceite como uma verdade incontornável. Mas quando o relativismo é confrontado com propostas rivais não consegue impor-se como inequivocamente verdadeiro, mesmo nos poucos casos em que não é ininteligível. (Lisboa: Gradiva, 1999, 182 pp.) Mais informações...

Será Que Deus Existe?

Será Que Deus Existe?, de Richard Swinburne

Com tradução de Desidério Murcho et al., esta obra é uma eloquente demonstração da vitalidade e amplitude da filosofia contemporânea. O rigor argumentativo e lógico não são sinónimos de uma atitude redutora, insensível à dimensão religiosa do ser humano; são, antes, sinais da seriedade intelectual que marcou, desde Sócrates, a genuína atitude filosófica. A questão da existência de Deus pode e deve ser avaliada criticamente pelo filósofo, em vez de ser pressuposta como um facto evidente ou reduzida a uma mera atitude emocional. É essa avaliação crítica que Richard Swinburne nos oferece nesta obra. Apesar de a reflexão filosófica sobre a existência de Deus ser tão antiga quanto a própria filosofia, os avanços recentes da ciência levantam novos desafios a esta área tradicional da reflexão filosófica. (Lisboa: Gradiva, 1998, 163 pp.) Mais informação...

Lógica

Lógica: Um Curso Introdutório, de W. H. Newton-Smith

Com tradução de Desidério Murcho, publica-se pela primeira vez em Portugal uma obra de introdução à lógica especificamente dirigida a estudantes e professores de filosofia que apresente um sistema de dedução natural. Este sistema de lógica apresenta inúmeras vantagens relativamente aos sistemas axiomáticos e tornou-se por isso universal. A lógica é um instrumento crucial sem o qual a filosofia não consegue elevar-se acima do nível medíocre da especulação vazia. Esta obra ensina lógica de modo acessível e directo e tem sido usada nos melhores departamentos de filosofia de língua inglesa desde que foi publicado. Ao oferecer instrumentos lógicos de reflexão crítica, esta obra oferece pela primeira vez ao público português a possibilidade de desenvolver uma cultura filosófica verdadeiramente crítica, actualizada e de elevado recorte intelectual. Porque esta obra se dirige a estudantes e professores de filosofia, o autor incluiu vários tópicos de lógica filosófica, de filosofia da lógica e de filosofia da linguagem. (Lisboa: Gradiva, 1998, 265 pp.) Mais informação...

Dicionário de Filosofia

Dicionário de Filosofia, de Simon Blackburn

Esta edição portuguesa, coordenada por Desidério Murcho, é a obra de referência rápida mais abrangente e precisa da actualidade. Tem 2 648 entradas e mais de 275 mil palavras, incluindo todas as filosofias (indianas, chinesas, islâmicas e judaicas); presta ainda uma atenção especial à filosofia feminista e aos temas menos técnicos da filosofia (como o sexo, a apatia, o riso, as cócegas e o sentido da vida), e consegue abranger desde os mais antigos temas dos Vedas (redigidos há cerca de três mil anos) até à mais recente terminologia técnica que anima a filosofia contemporânea. O leitor encontra também vários tópicos dos mais diversos domínios científicos relevantes para o estudo da filosofia. Encontramos assim um vasto conjunto de entradas sobre temas da matemática, linguística, física, biologia e inteligência artificial, para além do Direito, teoria da decisão, economia e sociologia, sem esquecer a teologia e a arte. (Lisboa: Gradiva, 1997, 437 pp.) Mais informação...

A Arte de Argumentar

A Arte de Argumentar, de Anthony Weston

Com tradução de Desidério Murcho, este pequeno livro ensina a escrever e a avaliar textos argumentativos que se distinguem dos textos meramente expositivos. Os argumentos são um elemento imprescindível na descoberta da verdade. Qual é a verdade acerca da eutanásia? Deve ser tolerada, ou não? Quer se defenda uma coisa ou outra, é preciso mostrar que temos razão. E isso faz-se através de argumentos. Em matéria de argumentos não vale tudo o mesmo, e não valem sobretudo os maus argumentos — ainda que convençam o auditório por serem sofisticamente apresentados como bons. Por mais que quem nos dá o troco do jornal da manhã tenha muita habilidade para nos enganar, há um padrão aritmético objectivo que nos mostra se o troco que recebemos é ou não justo. O mesmo acontece com os argumentos. (Lisboa: Gradiva, 1996, 145 pp.) Mais informação...

Mente, Homem e Máquina

Mente, Homem e Máquina, de Paul T. Sagal

Com tradução de Desidério Murcho, este livro consegue de forma admirável mostrar o que é a filosofia no seu melhor: uma troca estimulante e criativa de argumentos que visam a demonstração de uma tese subtil ou a formulação de um problema interessante. A filosofia é uma actividade que exige uma inteligência viva e crítica, mas a sua divulgação, em particular junto dos mais novos, é sempre um risco, uma vez que exige um elevado grau de subtileza e de maturidade cognitiva, para além de pressupor muitas vezes uma formação intelectual apreciável noutras áreas, como a matemática ou a teologia, a física ou a linguística, o direito ou a música. (Lisboa: Gradiva, 1996, 92 pp.) Mais informação...

Que Quer Dizer Tudo Isto?

Que Quer Dizer Tudo Isto?, de Thomas Nagel

Com revisão científica de Desidério Murcho, esta é uma introdução elementar a 9 problemas filosóficos típicos, escrita num tom informal, claro e simples, mas rigoroso e preciso. O autor introduz tópicos de epistemologia e metafísica, filosofia da linguagem e da mente, ética e filosofia política, terminando com uma introdução a dois tópicos metafísicos gerais (o sentido da vida e o problema da morte). O Cap. 1 oferece ainda uma caracterização preliminar do género de problemas que são estudados pela filosofia. Nagel defende que não é possível compreender os textos dos grandes filósofos sem que tenhamos percebido os problemas com que se debatem. Por isso, introduz directamente o leitor aos problemas da filosofia, nunca citando uma só vez um nome de um filósofo. (Lisboa: Gradiva, 1995, 92 pp.) Mais informação...

A Cultura da Subtileza

A Cultura da Subtileza, de M. S. Lourenço

Com organização e transcrição de Desidério Murcho, este livro baseia-se num programa de Rádio onde todas as semanas M. S. Lourenço — responsável pela introdução do estudo da lógica moderna e da filosofia analítica no nosso país — discutia alguns pontos de vista com diferentes convidados. A Cultura da Subtileza oferece-nos a possibilidade de assistir à actividade típica da filosofia: a discussão detalhada em busca de uma melhor compreensão do tópico em causa. Abordando várias áreas da filosofia, desde a lógica até à filosofia da arte, este pequeno livro oferece uma visão plural da filosofia. O seu carácter intermédio faz dele uma leitura apetecível para estudantes, leigos e profissionais. (Lisboa: Gradiva, 1995, 231 pp.) Mais informação...